Mononucleose infecciosa: manifestações orais, diagnóstico e tratamento

Palavras-chave: Mononucleose infecciosa, Vírus, Epstein-Barr, Manifestações orais, Diagnóstico

Resumo

Introdução: A Mononucleose Infecciosa (MI), também conhecida como “doença do beijo” é uma infecção contagiosa, de baixa mortalidade e letalidade, geralmente benigna, causada pelo vírus Epstein-Bar, pertencente a família do herpes e também é denominado herpesvírus humano tipo 4, a qual acomete, principalmente, indivíduos entre 15 e 25 anos de idade. O vírus é transmitido através de secreções orofaríngeas que são liberadas no espirro e na tosse, no entanto o beijo é a forma mais comum de transmissão. A partilha de copos e talheres com uma pessoa infectada também pode levar ao surgimento da doença. Objetivo: O objetivo deste trabalho é analisar e revisar as manifestações orais, diagnóstico e tratamento da Mononucleose Infecciosa. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa qualitativa e exploratória em artigos por meio de consultas nas seguintes bases de dados online: Google Scholar, Lilacs e Pubmed, utilizando como descritores as palavras “mononucleose infecciosa”, “vírus”, “Eptein-Barr”, “manifestações orais”, “diagnóstico” e no livro consagrado de patologia oral, sem restrição de ano. Discussão: A sintomatologia surge após o período de incubação, que é de 4 a 8 semanas, e incluem febre acima de 38°C, dor de garganta muito intensa, dor de cabeça constante, cansaço, mal estar e fadiga extrema. As principais manifestações orais são o surgimento de placas esbranquiçadas na mucosa oral e na língua e linfadenopatia. O diagnóstico é feito através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, o exame laboratorial hemograma e anticorpos virais Epstein-Barr somente realizado quando é necessário diagnóstico diferencial com outras doenças virais. Não existe um tratamento específico para esta infecção, uma vez que o organismo é capaz de eliminar o vírus sozinho. O tratamento consiste em medicamentos analgésicos, antipiréticos e anti-inflamatórios não esteróides para alívio dos sintomas. No entanto, é recomendado ficar em repouso e ingerir bastante líquido para acelerar o processo de recuperação. Pessoas com o sistema imunológico debilitado ou as que não fazem o tratamento adequado inicial podem vir a ter algumas complicações como: inflamação considerável das vias respiratórias, do fígado e/ou aumento do baço; que necessitam de tratamento médico e serem tratados com corticosteroides. Conclusão: Portanto, é de suma importância  o correto diagnóstico, tendo em vista a diferenciação com outras condições mórbidas passíveis de tratamento específico. O tratamento atual é paliativo, é necessário um diagnóstico correto e intervenções no início dos sinais e sintomas para diminuir e evitar complicações. A incidência desta infecção sintomática é predominante em jovens e adultos, costuma ser subclínica em crianças, e em adultos é rara devido a exposição prévia.

Publicado
27-12-2021
Como Citar
Castanheira, J., Borges, C., Cardoso, E., Dietrich, L., Araújo, D., Mota, M., Mendes, E., & Andrade, C. (2021). Mononucleose infecciosa: manifestações orais, diagnóstico e tratamento. Revista De Odontologia Contemporânea, 5(1 Supl 2), 33-34. https://doi.org/10.31991/v5n1sup22021mononucleose