COVID-19 e suas manifestações bucais: uma revisão de literatura

  • Clara Araújo Borges FPM
  • Juliana Domingos Castanheira
  • Eduardo Melo Franco Santiago Cardoso Faculdade Patos de Minas - FPM
  • Mariana de Oliveira Andrade Mota
  • Grazielle Aparecida de Sousa
  • Diogo Alves de Araújo
  • Lia Dietrich Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM https://orcid.org/0000-0001-7887-8591
  • Claudia Maria de Oliveira Andrade
Palavras-chave: MANIFESTAÇÕES BUCAIS, DIAGNOSTICO, COVID-19

Resumo

Introdução: O COVID-19 é responsável pela denominada síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV), um novo vírus que foi identificado pela primeira vez em 2019 na China e se transformou rapidamente em uma pandemia, em março de 2020. As características mais comuns incluem tosse seca, febre, dispneia, mialgia, dor nas articulações, fadiga sintomas gastrointestinais e anosmia / disgeusia. O primeiro órgão a ser atingindo são os pulmões, mas evidências comprovam infecções em outros órgãos incluindo a cavidade oral. Objetivo: O objetivo do seguinte trabalho é analisar e informar as manifestações orais induzidas pela COVID-19, um assunto recente para todos e importante para o conhecimento dos profissionais de saúde. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa qualitativa e exploratória em artigos em base de dados PubMed, SciELO e Lilacs, abordando artigos em inglês e português. Discussão: As manifestações bucais nos pacientes acometidos pela doença ainda trazem dúvidas de sua causa, se estas são decorrentes da infecção ou se ocorrem em decorrência aos farmacológicos utilizados no tratamento. Tais alterações podendo levar a imunossupressão, xerostomia, infecção oportunista dentre outros efeitos colaterais. Os receptores são ligados às glândulas salivares, gengiva, ligamento periodontal, língua e mucosa. Os sinais e sintomas recorrentes são língua fissurada ou despapilada, perda de paladar, lesões em mucosa incluindo úlcera, erosão e eritema, sangramentos espontâneos, boca seca, petéquias, necrose e infecção como a candidíase. Tendo maior acometimento em língua, palato e lábios. Outros fatores determinantes e predisponentes são a falta de higiene bucal, estresse e vasculite. A severidade das alterações e o acometimento da cavidade bucal estão relacionadas com a gravidade da manifestação da doença. Conclusão: Portanto, existem manifestações bucais que estão ligadas com a COVID-19, sendo importante consultar e recorrer ao cirurgião-dentista para um diagnóstico, tratamento imediato e preventivo. É importante que o cirurgião-dentista fique atento no momento do atendimento, usando EPI’s corretamente pelo fato da saliva estar contaminada pelo vírus e também pelas contaminações por aerossóis e logo após o atendimento fazer a limpeza corretamente do espaço, em algumas formas de tratamento são utilizados enxaguatórios bucais, corticoides tópicos ou sistêmicos, antibióticos, fluconazol tópico e nistatina sistêmica. Tais medidas evitam a contaminação e consequentemente a disseminação do vírus. O cirurgião-dentista atua diretamente na linha de frente com atendimento odontológico e ainda ajudando nas identificações de casos positivos.

Publicado
27-12-2021
Como Citar
Borges, C., Castanheira, J., Cardoso, E. M. F. S., Mota, M., de Sousa, G., de Araújo, D., Dietrich, L., & Andrade, C. (2021). COVID-19 e suas manifestações bucais: uma revisão de literatura. Revista De Odontologia Contemporânea, 5(1 Supl 2), 12-13. https://doi.org/10.31991/v5n1sup22021covid19