Uso de Bisfosfonatos: risco de necrose dos maxilares

  • Natany Cristina Soares Faculdade Patos de Minas - FPM
  • Michelly Luiza Faria Faculdade Patos de Minas
  • Rafaela Flavia Barbosa Faculdade Patos de Minas - FPM
  • Cizelene do Carmo Faleiros Veloso Guedes Faculdade Patos de Minas - FPM
Palavras-chave: Maxilomandibular, Osteonecrose, Bisfosfonatos

Resumo

Introdução: Bisfosfonatos são medicamentos que tem a função de inibir a reabsorção óssea por meio da indução da apoptose de células osteoclásticas, devido a isso são considerados análogos sintéticos do ácido pirofosfórico, que no organismo é conhecido como pirofosfato.   Esses fármacos também inibem a formação de osteoblastos e têm atividade antiangiogênica, não produzindo osso e diminuindo o suprimento vascular. Eles possuem duas formas de apresentação: com e sem nitrogênio, e podem ser utilizados via oral e via endovenosa. São usados na terapêutica de diversas doenças, como a osteoporose, mieloma múltiplo, tumores no tecido ósseo e metástases. No entanto, possuem diversos efeitos indesejáveis, a exemplo da osteonecrose. Objetivo: pesquisar sobre a correlação entre os bisfosfonatos e a necrose dos maxilares, sendo possível a avaliação sobre a utilização desses medicamentos e o aparecimento da osteonecrose. E também avaliar os cuidados odontológicos necessários adjunto a essa terapia medicamentosa. Metodologia: Foi feita uma revisão de literatura utilizando os bancos de dados Google Acadêmico, Scielo e Ropositório UFMG. Selecionou-se artigos pertinentes ao tema, que se tratavam das complicações causadas pelos bisfosfonatos e sua associação com a necrose dos maxilares. Discussão: A osteonecrose pode estar associada a inúmeros fatores que alteram o metabolismo ósseo, mas quando combinada com o uso crônico desses medicamentos ela é potencializada. Afeta unicamente os maxilares, principalmente a mandíbula, e está mais relacionada com os bisfosfonatos intravenosos, por possuírem meia vida longa e se aderirem a estrutura do tecido ósseo, sendo o ácido zoledrônico o mais comum. Ela causa exposição óssea por mais de 6 a 8 semanas, especialmente em pacientes que se submetem a procedimentos invasivos, como exodontias e cirurgias orais que envolvam o tecido ósseo, mas também estão relacionadas a traumas na mucosa decorrentes principalmente do uso de próteses removíveis e devido à falta de vascularização, impedem que essas lesões cicatrizem. Conclusão: Portanto, a prevenção é a melhor forma de evitar esse problema, já que o tratamento da osteonecrose é bastante complexo e muitas vezes não possui resultados satisfatórios. Diante disso, pacientes que irão fazer uso desse fármaco, deverão antes ser encaminhados a um cirurgião-dentista para que seja feito uma adequação do meio bucal, eliminando todos os focos de infecção. Evitando que o paciente necessite de algum procedimento odontológico invasivo depois de estar sob o tratamento com bisfosfonatos.

Publicado
28-12-2021
Como Citar
Soares, N. C., Faria, M., Barbosa, R. F., & Guedes, C. do C. F. V. (2021). Uso de Bisfosfonatos: risco de necrose dos maxilares. Revista De Odontologia Contemporânea, 5(1 Supl 2), 50-51. https://doi.org/10.31991/v5n1sup22021bisfosfonatos