Considerações, da prevenção ao tratamento, sobre as comunicações e fístulas buco sinusais

  • jéssica América Gabriel fpm
  • Eduardo Melo Franco Santiago Cardoso Faculdade Patos de Minas - FPM
  • Débora Araújo de Morais Faculdade Patos de Minas - FPM
  • Ana Heloísa Pereira Rabelo Faculdade Patos de Minas - FPM
  • Lucas Vaz de Oliveira Faculdade Patos de Minas - FPM
  • Taís Alves dos Reis Faculdade Patos de Minas - FPM
Palavras-chave: Colgajo perforante, Seno maxilar, Sinusitis

Resumo

INTRODUÇÃO: Os ossos pneumáticos são aqueles que possuem um espaço vazio com passagem de ar, a fim de propiciar uma diminuição do peso do esqueleto facial. Com isso, tem-se os seios paranasais, destacando-se o seio maxilar devido ao seu maior volume e localização. O seio maxilar é revestido por um epitélio pseudoestratificado ciliado mucossecretor, que é altamente vascularizado, tem função de aquecimento e de umidificação do ar inspirado, bem como de ressonância da voz. Além disso, toda a secreção produzida na cavidade sinusal é movimentada através do óstio, que está situado no meato nasal médio e comunica a estrutura à fossa nasal. Uma complicação que encontramos relacionada ao seio maxilar é a comunicação buco-sinusal (CBS). As CBS ocorrem por trauma, processos patológicos ou por manobras iatrogênicas, sendo a causa mais comum a extração dos dentes superiores posteriores. Os principais dentes superiores envolvidos são, respectivamente, os primeiros molares permanentes, segundos e terceiros molares. OBJETIVO: Ampliar o conhecimento sobre a comunicação buco sinusal, etiologia, prevenção, e formas de tratamento. METODOLOGIA: Foram revisados artigos em Português e Espanhol, na base de dados Scielo, Biblioteca Virtual de Saúde, PubMed, entre os anos 2003 a 2021. DISCUSSÃO: A prevenção se dá pela melhor compreensão anatômica e pelo encaminhamento desse paciente ao especialista em cirurgia avançada, caso o cirurgião dentista não sinta segurança em realizar o procedimento. O diagnóstico precoce é feito por meio de exame clínico após as extrações dentárias e radiográfico. Quando feito precocemente evita-se que haja uma formação de epitélio entre o alvéolo e a comunicação resultando em fístula. Para tratamento da comunicação buco sinusal existem várias possibilidades, incluindo o uso da bola de bichat, que possui uma taxa de sucesso de 90,9% e a satisfação global média dos pacientes 9,1 (intervalo de 8-10). Uma das principais vantagens é o baixo custo e a facilidade da técnica. O retalho palatino possui algumas vantagens sobre a técnica do retalho bucal (bola de bichat), pois não reduz a profundidade vestibulolabial e, como resultado, não há necessidade de uma vestibuloplastia em segundo plano. Esse tratamento tem como principal vantagem disponibilizar uma espessura maior de retalho. Complementando os possíveis procedimentos, tem-se, para grandes defeitos ósseos, o uso de telas e de materiais autógenos, os quais têm, porém, limitação de uso quando há possibilidade de tratamentos alternativos, devido ao seu alto custo. Contudo, ainda, as barreiras de titânio e de hemoderivados para casos de fístulas extensas, tem sido um tratamento efetivo. CONCLUSÃO: Após as exodontias de molares, o alvéolo deve ser inspecionado para que haja um diagnóstico precoce. Deve ser feito um acompanhamento após o procedimento e, caso necessite tratar, fatores gerais (condição sistêmica, psicossocial, renda do paciente) e fatores locais (localização, tamanho do defeito, sua relação com os dentes adjacentes, a altura da crista alveolar, a duração da fístula, e a presença de infecção sinusal), devem ser abordados na escolha do tratamento adequado.

Publicado
27-12-2021
Como Citar
Gabriel, jéssica, Cardoso, E. M. F. S., Morais, D. A. de, Rabelo, A. H. P., Oliveira, L. V. de, & Reis, T. A. dos. (2021). Considerações, da prevenção ao tratamento, sobre as comunicações e fístulas buco sinusais. Revista De Odontologia Contemporânea, 5(1 Supl 2), 10-11. https://doi.org/10.31991/v5n1sup22021cfbucosinusais